Muitas vezes, acordamos com uma lista enorme de tarefas e uma mente que não para de cobrar. De um lado, a cabeça quer correr; do outro, o corpo pede calma. Nessa disputa, a autocrítica costuma ser a nossa voz mais alta, dizendo que deveríamos dar conta de tudo sem reclamar.
Mas a verdade é que essa separação não existe.
Nós não “temos” um corpo, nós “somos” o nosso corpo. Para nós, mulheres, essa conexão é a base de tudo. Sabe aquele aperto no peito quando o dia está pesado? Ou aquela leveza que sentimos quando finalmente rimos de um problema? Ou aquela necessidade urgente de comer quando a mente está agitada? Isso é a sua mente e o seu corpo caminhando lado a lado, conversando o tempo todo.
A autocrítica é como uma carga pesada que nos rouba a leveza de caminhar.
Ela nos ensina a ignorar os sinais de pausa e abafa a nossa intuição. Quando nos julgamos demais, vivemos em pedaços, como se fôssemos estranhas de nós mesmas. É como tentar apagar as luzes de uma casa e ainda assim esperar que cada cômodo continue funcionando com clareza. Não funciona. Tentar separar o que sentimos do que pensamos gera um cansaço que descanso nenhum parece curar.
Fazer as pazes com quem você é começa pelo acolhimento.
Fazer as pazes com quem você é começa pelo acolhimento. É trocar o “eu deveria” pelo “eu sinto”. Quando você aceita que sua mente e seu corpo formam um único time, a vida flui melhor. O equilíbrio não é sobre ter controle total, mas sobre ouvir o que a sua totalidade precisa. Que tal hoje, em vez de ser sua própria juíza, você ser sua melhor aliada? Experimente silenciar as cobranças e apenas sentir que você já é inteira, exatamente do jeito que está agora.
Jéssica Vitória da Silva
Psicóloga CRP 06/210138
